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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Quanto Vale Um 'Eu Te Amo!'? (Vitor L. Côrtes)

Decorei um milhão de poemas pra declamá-los a você,
escolhi mil músicas pra serem nossa trilha sonora,
aprendi cem orações pra abençoar o nosso amor,
comprei dez presentes só pra te mimar...
mas você chegou de surpresa, de repente.
Eu travei, estremeci, esqueci tudo!
Te disse um 'EU TE AMO!' e...
fomos felizes para SEMPRE!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Soneto de Fidelidade (Vinicius de Moraes)

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

sábado, 16 de outubro de 2010

Torturar, Escrever e Amar (Vitor L. Côrtes)

As palavras chegam desordenadas, aflitas, histéricas e mais do que isso dominadoras
e eu começo a me sentir intensamente desconfortável até começar a escrevê-las.
É como se fossem uma fera confinada exigindo sua liberdade de maneira assustadora,
que só se acalma ao ver a porta da jaula aberta, nesse caso, o grafite se transformando
em palavras ou o dedilhar no teclado desbravadno um novo documento.
Posso escrever por vários motivos e sentimentos, mas a melhor forma é a tortura das palavras.
Tortura que me castiga severamente, mas ao final de cada texto é um alívio sem fim...
quando alguém diz que gostou ou se identificou é uma alegria enorme, mas e se ninguém
diz nada?(...) satisfação em ser,sentir ou se expressar de forma exclusiva e única.
Escrevo porque preciso e amo escrever e não porque preciso escrever meus amores.
Falando em amores...com licença, meu pai tá me chamando, festa aqui em casa...
É gol do Flamengo!

Dar Não É Fazer Amor (Luís Fernando Veríssimo)

Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar....
Sem querer apresentar pra mãe...
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem
esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.

Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar
o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
"Que que cê acha amor?".
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.

Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar

Experimente ser amada...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Coragem Eterna (Vitor L. Côrtes)

Minha coragem eterna, eterna coragem de
te despertar só pra ver o brilho dos teus olhos
te amar, te carinhar e depois velar teu sono durante toda uma vida
te abraçar e mais que sentir teu cheiro e teu calor, tocar tua alma
te admirar pela intensidade da poesia firme que desenvolvem seus passos
te fazer girar a minha volta, te faço minha Lua, nos faço celestiais
te embriagar com meu desejo a fim de te trazer o êxtase
te escrever canções e textos de amor para aguçar teus sentimentos
te banhar com água sacra para purificar minhas mãos junto ao teu corpo
te defender com minha espada e apaziguar o nosso reino
te envolver em meus afagos suaves como plumas, fortes como a natureza
te incendiar com minha paixão inexaurível e te arder de amor
te suspender e por num altar pra que virasse santa e eu um devoto pecador
te perder pra saber o quão amarga se faz a sua ausência
te conquistar a cada momento num eterno galanteio
te observar despida do nascer ao pôr do Sol para sorver tuas nuances
te enfeitar com jóias e seda que inutilmente tentam trazer mais graça a sua beleza
e lutar por esse amor até o instante em que Deus achar que minha coragem material
deve descansar em paz.

Texto Sem Título (Guimarães Rosa)

O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem.

Amores Pequenos (Vitor L. Côrtes)

Não quero perder a vida inteira brincando de amores pequenos.
Quero um amor só...
Mesmo que seja torto,
mesmo que seja errado,
mesmo que seja curto.
Mas que seja real,
mas que seja profundo
mas que seja intenso.
E mesmo que traga eternamente
uma dor,
a amargura
e toda a infelicidade.
Que traga por um instante a sua beleza
do sentimento puro
do sentimento limpo e ingênuo
do sentimento entorpecente
que me engana,
mas que me faz sentir o gozo da vida
e o simples e enorme prazer de ser NÓS!

Eu Sei O Que Quero (Vitor L. Côrtes)

Eu quero o gosto de todos os romances 
quero o fruto de todos os amores     
quero a sensação de todos os prazeres
e quero a sutileza de tudo que pode me fazer mais eu.

Amor Highlander (Vitor L. Côrtes)

Gosto de continuar nutrindo esse sentimento
mesmo se for por alguém que jaz...
e continuo a fazê-lo, porque sobrevivo dele,
nesse meu ritual solene, desesperançoso e,
simultaneamente, silencioso e retumbante
o que só se faz possível através dessa natureza multiface.
Alguns o dizem efêmero, eu o faço e o digo perene
com a mesma certeza de um jovem alquimista em descobrir a pedra filosofal.
com a mesma fé que teve Jó
com a mesma resignação de Maria
e peço apenas que continue fazendo-me presente!
Presente e vivo para que eu continue a alimentá-lo.

Eu, Intenso por Extenso (Vitor L. Côrtes)

o EXTENSO pode durar anos
o INTENSO pode levar alguns segundos
o EXTENSO admite dupla interpretação
o INTENSO não permite erro
o EXTENSO é persuasivo
o INTENSO impõe a força do argumento irrefutável
o EXTENSO é utópico, sonhador
o INTENSO é pragmático, objetivo
o EXTENSO faz-se imperioso
o INTENSO projeta-se forte
o EXTENSO é bem humorado
o INTENSO (...) pura ironia e sarcasmo
o EXTENSO é poeta, manda flores
o INTENSO é amante de uma só noite, sem contato no dia seguinte
o EXTENSO quer alcançar sucesso
o INTENSO se alimenta de resultados
o EXTENSO tem hora, rotina, compromissos
o INTENSO curti o momento
o EXTENSO nunca é mais do que deveria
o INTENSO sempre é mais do que acha que poderia
o EXTENSO pode ser pra você,
mas o INTENSO jamais será de alguém...